Sobre as mídias sociais e os sites de compras coletivas

Quem me conhece um pouco melhor sabe que não gosto muito das mídias sociais e não me sinto muito confortável com isso. Desde o episódio do seqüestro em 1998, não gosto que pessoas que eu não conheço saibam o que eu penso, onde estou ou o que vou fazer. Mas também não posso negar que as mídias sociais existem, estão aí para ficar e eu vou ter que me adaptar. Resta saber como tirar proveito disto.

A primeira vez que me rendi ao Facebook (a mais interessante das mídias) foi quando, em pleno fevereiro, consegui montar uma turma de Lightroom em um final de semana. Usei apenas meu site e o Facebook para a divulgação. Não enviei e-mails e tinha dúvidas que a turma saísse, mas tive dez alunos nos dois dias e nehuma falta. Fiquei impressionado.

Nunca usei o Orkut. Definitivamente não gosto do Twitter. Não vejo muita utilidade no Linkedin. Hoje uso o Facebook com alguma restrição e gosto da possibilidade de mandar fotos direto do Lightroom. Aos poucos vou perdendo o receio.

Agora me rendo também aos sites de compra coletiva. Relutei, mas acabei fazendo uma promoção no Peixe Urbano. Consultei algumas pessoas e achei que seria uma boa tentativa. Gostaria de aumentar a base da pirâmide. Como meus cursos são para fotógrafos que já praticam há mais tempo, optei por fazer cursos básicos.

Para minha surpresa, mais de mil pessoas se inscreveram. Tive mais de 2 mil vistas no site no dia da promoção com mais de 12 mil páginas visitadas. Ao longo dos próximos seis meses vou estar bastante ocupado com essas turmas, mas pode ter certeza que estou animado. Claro que dinheiro sempre vem bem e o aumento no universo de alunos também vai render no futuro, mas acho que o que mais me anima é ver que é possível atingir um grande número de pessoas e ter um bom retorno sabendo usar essas novas ferramentas. Embora existisse essa possibilidade, não imaginei que chegaríamos lá. Com freqüência tenho algumas ideias de vender serviços online, mas pela primeira vez levei adiante e tive um bom resultado.

Há inumeras oportunidade batendo à porta, basta saber enxergar. Fazendo o gancho, lembrei do garoto inglês que desenvolveu um app para iPhone que, cada vez que alguém bate a sua porta e ninguém responde, a própria campainha manda uma mensagem para seu iPhone. Desenvolveu isso por que estava esperando ansiosamente alguma encomenda. Como que ninguém havia pensado nisso??? Ele viu a oportunidade e ficou rico. Confesso que isso martela minha mente. A simplicidade na base de tudo.

Não há duvidas que o mercado da fotografia é ingrato, mas é preciso estar atento. É o que tento fazer, seja com essas mídias ou com as novas possibilidades que as câmeras oferecem. Com o sucesso da promoção, já decidi que vou investir em um equipamento para timelapse. Sem ter a necessidade de aceitar qualquer trabalho por causa das contas a pagar, me tornei um fotógrafo melhor, pois tenho mais tempo, seja para me preparar mais ou para dispor com o cliente. Graças a isso, pude cobrar mais, pois os resultados são claros. Também sobra mais tempo e agora duas vezes por semana começo meu dia jogando tênis. Confesso que não é muito fácil fazer as escolhas, mas aos poucos vou aprendendo.

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