fotógrafos
Encontradas fotos de Ansel Adams
Uma coleção com 65 imagens de Ansel Adams comprada em uma venda de garagem por US$ 45 há cerca de uma década vale cerca de 200 milhões de dólares depois que foram reconhecidas como autênticas. Confira aqui.
Maior foto do mundo…de novo
De tempos em tempos surge alguém com a maior foto do mundo, só que agora esse intervalo é cada vez menor. Em março o título era de uma foto de Paris, mas desde de domingo o título fica com a foto de 45 gigapixels de Dubai. O autor é Gerald Donovan que no dia 23 de abril captou 4250 imagens em três horas e meia. Usou uma Canon 7D com uma lente 100-400mm no limite extremo da lente.
Fotógrafo cria imagens com fumaça
O artista Will Cook produz imagens a partir de fumaça de incenso. Após dar uma leve batidinha nos incensos para fazer a fumaça “dançar e rodopiar”, Cook tira dezenas de fotos por minuto. As mais pitorescas são coloridas e alteradas usando um programa de computador.
As formas que resultam da experiência são abertas à interpretação, segundo o artista. A semelhança de algumas com o corpo humano é clara.
Cook diz que usa o computador para ressaltar partes da fumaça que mais lhe chamam atenção. O fotógrafo também usa elementos do cenário, como luzes de natal e objetos, para chegar aos resultados desejados.
“Acho que as pessoas ficam impressionadas de saber que é só fumaça”, diz Cook, sobre o seu trabalho. “Ver fumaça estática assim é algo que as pessoas não fazem sempre, porque normalmente o movimento é fluido.”
O artista Will Cook produz imagens a partir de fumaça de incenso. Após dar uma leve batidinha nos incensos para fazer a fumaça “dançar e rodopiar”, Cook tira dezenas de fotos por minuto. As mais pitorescas são coloridas e alteradas usando um programa de computador.
As formas que resultam da experiência são abertas à interpretação, segundo o artista. A semelhança de algumas com o corpo humano é clara.
Cook diz que usa o computador para ressaltar partes da fumaça que mais lhe chamam atenção. O fotógrafo também usa elementos do cenário, como luzes de natal e objetos, para chegar aos resultados desejados.
“Acho que as pessoas ficam impressionadas de saber que é só fumaça”, diz Cook, sobre o seu trabalho. “Ver fumaça estática assim é algo que as pessoas não fazem sempre, porque normalmente o movimento é fluido.”
Entrevista com Rodrigo Baleia

O Rodrigo Baleia é um amigo de longa data e é a segunda entrevista desta série. Começamos a nos envolver com a fotografia na mesma época e nossos interesses sempre foram comuns. Hoje ele mora em Manaus e segue seu trabalho para o Greenpeace, além de fornecer suas imagens para agências de notícias aqui e no exterior. Baleia, como é conhecido, sempre voltou suas lentes para a preservação do meio-ambiente. Conheça um pouco mais na entrevista e no seu blog.


AN - Há quanto tempo está envolvido com a fotografia?
RB - Comecei a fazer minhas primeiras fotos me 1993-1994, ainda quando estava desenvolvendo os trabalho de pesquisa no litoral Sul junto com pesquisadores do Grupo de Estudo de Mamíferos Marinhos do Rio Grande do Sul.
AN - Quem serviu de inspiração?
RB - As imagens publicadas na National Geographic sempre foram e são minha inspiração, a revista também foi motivação, uma vez que mostrava o quanto era possível fazer algo diferente do que os jornalistas vinham fazendo ao produzirem matérias sensacionalistas sobre meio ambiente.
AN - Como e quando surgiu a parceria com o Greenpeace?
RB - Meus primeiros trabalhos para o Greenpeace foram ainda como voluntário, onde eu registrava as atividades da organização em Porto Alegre.
AN - Já passaste por alguma situação de perigo quando estavas fotografando para o Greenpeace?
RB - Em algumas regiões do Brasil se vocês disser que está trabalho para o Greenpeace com certeza não sairá vivo. Por várias vezes tive que entrar nestas regiões e lá o perigo costuma compartilhar o boteco com você.

AN - Saiste do sul, foste para São Paulo e agora estás em Manaus. O que mudou na tua fotografia ao trocar de cidades?
RB - Mudar de cidade nos faz sair do nosso contexto, do nosso conforto, e isso acaba influenciando diretamente o modo de ver as coisas e consequentemente a fotografia. Mas a grande diferença está na experiência que tive ao sair do redemoinho que é o mercado gaúcho. No Rio Grande do Sul, o profissional é menosprezado diariamente e o que é pior, por pessoas que têm Celso Chittolina como referência.
Foi ótimo sair daquela lógica não tão diferente do tempo do Brasil colônia, onde o bom é o que vem de fora. Estando em São Paulo trabalhei para clientes do sul, que em Porto Alegre queriam me pagar R$80,00 a diária e em São Paulo me pagavam R$800,00 por 4 horas sem reclamar. Atitudes como esta, no mínimo, devem ser objeto de estudo.
AN - Morar perto da floresta deve ter estado nos teus sonhos. Como estás encarando isso?
RB - A primeira vez que vim para Amazônia foi em 2000 e, desde então só vinha crescendo a vontade de me dedicar a esta região e atender a imprensa internacional. Não tem sido muito fácil trabalhar aqui, uma vez que o custo de vida é bastante alto e qualquer saída para fora cidade de Manaus requer uma boa logística. Nos últimos meses tenho investido muito em equipamentos que me possibilitem ter autonomia no meio da floresta ou em regiões isoladas. Um exemplo é o investimento que fiz em um sistema de comunicação via satélite que foi desenvolvido para a CNN. O equipamento (BGAN) vai me oferecer conexão banda larga via satélite e isso me possibilita enviar fotos de lugares isolados, seja na Amazônia ou no topo do Aconcágua.
Sendo assim, pretendo acompanhar expedições (científicas) e enviar as imagens diariamente para as agências das quais sou colaborador. Sem isso ,o material só chegaria na imprensa, no mínimo, uma semana depois.
AN - Que equipamento estás usando (câmera e computador)?
RB - Hoje estou trabalhando com a Canon EOS 5D MarkII como corpo principal e minha velha EOS 30D como corpo de backup. Tenho várias lentes de Canon, mas tenho ido para campo com uma 17- 40mm e uma 80-200mm mais pequenos acessórios como teleconverter, anel macro, dois flashes com disparadores remotos.
Já computador, eu tenho usado um MacBook Pro Aluminium de 14.5 polegadas como principal e um PowerBook G4 de 12 polegadas como backup que, devido o tamanho e peso, é meu computador de “ataque”.
AN - Sempre estivesse ligado a produção tanto publicitária como cinematográfica. Com essa tua nova câmera, pretendes te aventuras na área de video?
RB - Sim, já faz tempo que penso em produzir material multimídia. Essa vontade vem desde o tempo do cromo, quando pensava em fazer apresentações de “slide” com áudio.
Agora, vou me aventurar na imagem em movimento, apesar da minha mente pensar na imagem estática. Nas próximas semanas devo fazer uns testes ao produzir um video para a Racco que é a representante Pelican no Brasil.
AN - É difícil cuidar do equipamento na umidade de Manaus? E quando vais para a floresta?
RB - Eu fazia ideia que a umidade do ar era de 100%, mas não imaginava que roupas mofariam por ficar dentro do guarda-roupas em menos de 5 dias, quem um palito de fósforos mofa e deixa de funcionar neste mesmo período e que o pão torrado deixa de ficar crocante em 30 minutos.
Vim preparado com um bom estoque de sílica gel, mas tive que comprar potes de plástico com tampas com vedamento de borracha para guardar algumas lentes e acessórios (com sílica gel e naftalina).
Também antes de vir, comprei 2 cases Pelican para transportar meu computador e equipamento fotográfico. Também uso uma mochila da LowePro modelo DrayZone que possibilita lacrar o compartimento onde ficam as câmeras e lentes. Ali, deixo meu equipamento também com muita silica gel.
Aconselho a todos que, antes de vir para Amazônia, façam um exercício durante o banho, lá debaixo do chuveiro você tem que pensar “como faria para trazer todo meu equipamento para o banho e não molhar?”. Feito isso, partir para o exercício avançado, que seria “como fotografar debaixo do chuveiro sem danificar meu equipamento?”.
AN - Tens algum projeto em mente? Pode nos contar?
RB - Os projetos nesta região surgem ao milhares, são muitas pautas para serem exploradas, agora mesmo um projeto que eu tinha de fotografar o Teatro Amazonas acabou se concretizando através do convite para produzir uma matéria para a revista Francesa L’Express. Nos últimos dias tenho pensado em descer o Rio negro com uma canoa canadense e fazer imagens do arquipélago de Anavilhanas. Os detalhes seguem guardados, pois primeiro vou apresentar para alguns clientes.
AN - Obrigado, Baleia, pela tua participação!
Entrevista com Martin Evening
A partir de hoje começo uma série de entrevistas com fotógrafos e profissionais envolvidos no tratamento de imagens. Para essa primeira fase, escolhi entrevistar profissionais que eu admiro e que me inspiraram. Alguns são amigos meus, outros são colegas de profissão e alguns nem sabem da minha existência.
A idéia é publicar uma entrevista a cada duas semanas e para começar ninguém menos que Martin Evening. Ele é um fotógrafo de moda em Londres e alpha tester dos programas da Adobe, mas é seu trabalho no tratamento de imagens e sua forma de ensinar que me levaram a comprar seus livros e acompanhar seu trabalho. São dele os melhores livros de Photoshop e Lightroom. Conheci-o pessoalmente na feira de Nova York em 2007 e ele foi o primeiro nome que me veio à cabeça quando criei o projeto. Ele foi muito gentil em responder as perguntas via e-mail, as quais estão traduzidas e no original. (na realidade, o fato de ele responder sempre meus e-mails de um dia para outro acabaram me animando ainda mais)
Espero que gostem e voltem para conferir a próxima entrevista.
fotos: Martin Evening
AN -Você acredita que seu trabalho evoluiu com a fotografia digital e as novas ferramentas como o Lightroom?
ME -Com certeza! Obviamente que hoje é muito mais fácil tirar várias fotografia e ver o resultado instantaneamente. Esse é um exemplo onde a fotografia digital pode ajudar a aumentar o alcance do que é possível. Mais especificamente é a possibilidade de fotografar em raw e editar as fotos no computador que eu acho mais benéfico. Minha escolha pessoal é de usar o Lightroom por que eu acho que os controles do módulo Develop são muito intuitivos para trabalhar.
AN - Há quanto tempo você tem usado o Lightroom?
ME - Eu me envolvi com o Lightroom, ou Shadowland como era conhecido então, no início de 2003. Naquela época não havia exatamente um programa para trabalhar e aqueles que foram convidados a se juntar à lista alfa estavam lá mais para discutir as coisas que gostaríamos de ver no Shadowland. Eu lembro de ver algumas primeiras interfaces em 2004, mas foi só em 2005 que existiu um programa para que nós realmente pudéssemos trabalhar em cima. Adobe lançou a primeira versão beta em janeiro de 2006 e eu venho construindo um catálogo de Lightroom desde então.
Para quem quiser conhecer toda a história do programa, eis o link:
http://photoshopnews.com/2006/01/09/the-shadowlandlightroom-development-story/
AN - Qual ferramenta no Liightroom que você mais gosta ou usa?
ME - Na maior parte do tempo eu estou passando do módulo Library para o Develop e vice-versa. Eu acho aqueles primeiros ajustes do módulo Develop os mais excitantes de todos. Aqui é onde eu tenho a oportunidade de visualizar cada novo grupo de imagens e rapidamente aplicar alguns ajustes básicos para melhorar sua aparência. Isso me faz lembrar da euforia que eu tinha ao ver os primeiros resultados do laboratório depois de ajustar o processamento baseado nos testes.
AN - Que equipamento você usa (câmera e computador)?
ME - Eu fotografo com as câmeras EOS da Canon. Minha primeira câmera digital propriamente dita foi a Canon EOS 1Ds MkI e eu tenho usado o sistema EOS desde então. Eu particularmente gosto de trabalhar com a última MkIII, embora use a MkII em locação bem como uma 400D que é menor.
Eu tenho vários computadores e laptops Mac no escritório, entretanto eu levo um iMac comigo para o estúdio rodando Windows por que eu acredito que o sistema operacional do Windows consegue me oferecer velocidades maiores para baixar as imagens da câmera para o computador. Basicamente eu trabalho em plataforma Mac, mas sempre me certifico que meus livros cubram todos os aspectos para PC também, especialmente quando estou fazendo capturas de tela para os procedimentos do sistema de impressão.
AN - No seu fluxo de trabalho, você usa Photoshop? Quando?
ME - Eu uso Photoshop para todo o principal trabalho de retoque. Há novas ferramentas que são únicas na Lightroom e no Camera Raw que permitem clarear e escurer uma imagem no modo raw, mas há tanta coisa que pode ser feita nesse estágio. O Photoshop oferece uma riqueza de ferramentas para retocar e mesclar fotos. Eu provavelmente passo metade do meu tempo no Lightroom gerenciando as imagens e outra metade do meu tempo trabalhando nas minhas imagens finais que necessitam retoque.
AN - Qual seu próximo projeto? Pode nos contar?
ME -Para ser honesto, o trabalho tem estado tranquilo este ano. Não deve ser muita surpresa, considerando o estado da economia. Entretanto, tenho uma interessante sessão de fotos agendada para os próximos dias com um cabelereiro escocês onde eu vou produzir uma coleção de fotos de cabelo e moda. Não sei exatamente que cara vai ter, mas sei que temos um bom orçamento para ter as melhores modelos. Deve ser um bom trabalho.
AN - O que você faz quando não está fotografando ou tratando as imagens?
ME - Uma das vantagens de trabalhar em casa é que você tem muitas oportunidades para estar com a família e agora que há uma folga entre escrever os livros é ainda mais legal passar o tempo fazendo coisas simples como ir à piscina ou passar um tempo com nossa filha. Eu não poderia pedir por mais do que isto e me sinto muito sortudo por ter a oportunidade de fazer tudo isso.
AN - Muito obrigado, Martin, por dispor de seu tempo.

capa dos mais recentes livros de Martin Evening
Do you think your work has evolved with digital photography and the new tools like Lightroom?
Oh absolutely! Obviously it is now easier to take lots of photographs
and see the results instantaneously. This is one example of where
digital photography can help increase the scope of what’s possible.
More specifically it’s the ability to shoot in raw mode and post-edit
your photos on the computer that I have found most beneficial. My
personal choice is to use Lightroom because I find the Develop/Camera
Raw controls intuitive to work with.
How long have you been using Lightroom?
I first got involved with Lightroom, or Shadowland as it was known
then around early 2003. At that time there wasn’t much of a program to
work with and those of us who were invited to join the alpha list
were there mostly to discuss what kinds of things we would like to see
in Shadowland. I remember seeing some of the first interface designs
in 2004, but it wasn’t till 2005 that there was a program we could
actually do proper work with. Adobe released their first public beta
in January of 2006 and I have been building a Lightroom catalog of
images ever since then.
You can read the full story here in Jeff Schewe’s account of the
history of Lightroom at: http://photoshopnews.com/2006/01/09/the-shadowlandlightroom-development-story/
Which feature in LR do you like (use) the most?
Most of the time I’ll be switching between the Library and Develop
modules. I find the initial first pass Develop settings stage the most
exciting of all. This is where I get the opportunity to take an
overview of each newly imported set of photos and quickly apply some
basic Develop settings to fine-tune the appearance of the images. It
kind of reminds me of the buzz I used to get seeing the first results
back from the lab after tweaking the lab processing instructions based
on the clip tests.
Which equipment do you use (camera and computer)?
I shoot with Canon EOS cameras. My first proper digital camera was the
Canon EOS 1Ds MkI and I have been using the EOS system ever since. I
particularly like working with the latest MkIII camera, although I
still use the MkII when taking photos on location as well as the
smaller 400D camera.
I have several Macintosh computers and laptops in the office. However,
I take an Intel iMac with me into the studio, which I run in Windows
mode because I find the Windows OS can offer much faster download
speeds from the EOS camera to the computer. Basically, I am more at
home working on the Mac platform, but I always like to make sure that
the books cover all aspects for PC users as well, especially when
producing PC screen shots for the system print procedures
In your workflow, do you still use Photoshop? When?
I use Photoshop for all the main retouching work. There are the new
adjustment tools which are unique to Lightroom and Camera Raw that
allow you to dodge and burn a raw image, but there is only so much
that can be done at the raw edit stage. Photoshop offers a wealth of
tools for retouching and merging photographs. I probably spend half my
time in Lightroom managing thousands of images and then spend the
other half of my time working on the final, select master images that
need retouching.
What´s your next project? Can you tell us?
To be honest the photography work has been rather quiet this year.
That shouldn’t have come as too much of a surprise given the state of
the economy. However, I have an interesting shoot coming up next week
with a new Scottish hairdressing client where I’ll be working several
days to produce a collection of hair/fashion photographs. Not sure
exactly what looks we’ll be creating yet, but I do know that there
will be a decent budget to get the best models. So it should be a good
job to work on.
What do you do when you’re not taking photos or treating them?
One of the advantages of working from home is that I get a lot of
opportunities to be with my family and now that I have some gap time
between writing books it is even nicer to spend time to do simple
things like going to the local swimming pool and doing things with our
daughter. I couldn’t really ask for more than that and I feel very
lucky right now to have the opportunity to do all this.
Thank you very much, Martin.
Chris Jordan
A imagem abaixo é uma de várias do fotógrafo Chris Jordan. Ele usa a fotografia para denunciar problemas de poluição. A coleção chama-se Running the Numbers e a imagem abaixo faz parte da segunda série. Veja mais no site dele. Vale a pena conferir as outras.
A primeira imagem é total e, à medida que você for descendo, a foto corresponde a um zoom maior. Essa foto representa 2,4 milhões de pedaços de plástico que são jogads nos oceanos a cada hora. Todo o lixo da imagem foi coletado no Pacífico.

Sobre fotografia e viagens

Aproveitei feriados de final de ano, férias e mais aquelas duas semanas de recuperação para colocar em dia a leitura. Nada de Photoshop ou Lightroom, mas sim vários livros sobre a conquista dos polos. Já tinha lido bastante coisa, mas depois de ler O Último Lugar da Terra de Roland Huntford (ed. Cia das Letras), fui atrás de outros títulos. São histórias incríveis e devo dizer que aprendi muito. Em uma época onde alguns, só por que colocam uma mochila nas costas, caminham por alguns dias e passam três noites em uma barraca já se sentem habilitados a dar palestras sobre aventura, logística ou espírito de equipe, acompanhar a trajetória de Roald Amundsen na conquista da Passagem Noroeste ou do Polo Sul foi uma aula e tanto. A forma como ele aprendeu a lidar com a imprensa e o público, como liderou sua equipe, como aprimorou técnicas e equipamentos e como superou a poderosa Inglaterra na corrida ao Polo Sul são facilmente traduzidas como lições para o nosso dia-a-dia.
O pioneiro foi Fridtjof Nansen, também norueguês, que no final do século XIX começou a tentar a atingir o ponto mais setentrional da terra. Além de exímio explorador, era também fotógrafo. Todas as viagens desse tipo sempre carregavam um fotógrafo, afinal parte dos recursos da expedição vinham das palestras após o retorno da viagem. O caso mais clássico é o de Frank Hurley a bordo do Endurance na famosa expedição de Shackleton ao Polo Sul.
Quem gosta de aventuras, fica aí a dica. Mas toda essa introdução é para falar de alguns sites de amigos que tratam sobre fotografias e viagens. O primeiro deles é o Terra Australis do João Paulo Lucena. O blog tem dicas para quem gosta de pegar uma estrada, velejar e fotografar. Também traz dicas sobre livros de aventura. Egon Filter é outro viajante com uma câmera pendurada no pescoço, porém nos destinos mais inusitados que se pode pensar. Seu site é o Images to Share. Para quem precisa de informações sobre Parques Nacionais ou destinos semelhantes, acesse o site Bemtevibrasil do Renato Grimm. Informações sobre como chegar, pousadas e o que visitar. O Gustavo Pauletti tem belas imagens sobre alguns parques americanos e Patagônia.
O Leandro Badalotti tem um blog onde ele conta sua experiência de vida no sudoeste americano, sempre recheado com belas fotos. O Fábio Dornelles é mais um com o blog repleto de imagens de suas últimas viagens. Para quem gosta de fotografia de natureza e tiver um tempinho, vale a pena a visita nos links acima.
Coleção Pirelli-Masp de Fotografia

Na comemoração dos 80 anos da Pirelli no Brasil, a empresa e o Masp organizam a 17a edição da Coleçao Pirelli-Masp de Fotografia. Começa no dia 12 de março e conta com 80 imagens de 24 fotógrafos brasileiros ou estrangeiros morando no país.
Esse acervo tem como objetivo principal formar um panorama da fotografia brasileira e já conta com mais de mil imagens de trezentos profissionais. Entre os novos convidados estão o Zé Paiva, autor da foto da árvore, Zig Koch, autor da foto das borboletas e outros fotógrafos.
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